Seu Roteiro de Mangá - 1

 
Roteiro de mangá numas, esse é só o título prá te chamar a atenção. Junto com essa imagem maravilhosa aí de cima!
 
Enfim, todo mundo desenha, todo mundo ilustra mas quase ninguém escreve um roteiro. Seja de mangá, FC, terror, etc. O esquema é ser desenhista porque é mais legal. O que é uma grande bobagem porque é o roteiro que manda na história mas tudo bem.
 
E já que este site se chama Japan Fury, é melhor eu começar a abordar o assunto, senão me perco.
 
Eu acho que você deve ter alguma história aí na sua cachola, certo? Então, só com essa idéia, certamente você é capaz de estabelecer uma linha de roteiro, com começo, meio e fim de uma série de acontecimentos da dita história. Se vai sair coisa que presta ou não, a gente vê depois (só não copie Naruto, pelamor de Ishtar).
Só que colocar tudo isso no papel demanda uma série de técnicas, jeitinhos e manhas. Não é ir simplesmente vomitando tudo de qualquer jeito, que tem que ter as manhas, pô!
 
O que eu vou fazer é lhe dar uma direção a seguir. Aprendi esses esquemas ao longo dos anos. E eles me ajudaram, então certamente vai te ajudar.
 
Difficuldade: avançada. Aqui a gente começa na pancada mesmo!
Tempo de trabalho: é puxada a parada... Mas pode demorar dias, as vezes alguns meses. Vai de você, seu tempo e sua dedicação. Se aplicar uma hora por dia, no mínimo, em seu projeto, o tempo pode diminur. Uma hora por dia! O dia tem 24 horas. Tem tempo prá você gastar, então sem lenga-lenga chorona.
 
Então, vamos aos primeiros passos.
 

É Assim:

  1. Escreva Uma Sinopse Da Históriase você não sabe o que é sinopse, eu tô falando do termo técnico pra "resumo"! Assim que comecei a escrever meus livros e mesmo fazendo roteiros de quadrinhos, eu saquei que a gente não consegue desenvolver nossa própria história até que se saiba, exatamente, onde diabos quer-se chegar com ela. A grande pergunta é: qual é seu objetivo? O que você quer contar? Então, para dar início a grande saga da escrita e chegar até o Grand Finale... O jeito é lançar uma sementinha, um resuminho básico, bem pelado mesmo, da sua história. Tipo você escrever um parágrafo da parada. Nesse parágrafo você sintetiza toda a história, deixando de lado os detalhes. Resuma a bagaça. Mas isso não é o final, não. Reduza ainda mais esse parágrafo, até caber numa única frase. Por exemplo, Dragon Ball Z pode ser resumido em "um grupo de amigos lutam contra inimigos poderosos para defender a Terra." Você acha que essa frase explica tudo o que acontece em DZB? Mas de jeito nenhum! Mas ela resume tudo, é a base fundamental de onde sua história irá começar... E é sua bússula. Não vá achando que fazer isso é fácil. Eu acho mais difícil resumir do que escrever! Tente aí com suas coisas e veja como é.
  2. Faça Profiles dos Personagenspor incrível que pareça, muita gente solta os personagens de qualquer jeito. Vê na hora o que faz e tamos aí. Absurdo! Prá poder desenvolver sua história, você, autor, precisa conhecer profundamente seus personagens. Precisa saber de onde eles vieram, para onde irão, quais são seus interesses delas, seus objetivos. Quem ele/ela ama? Qual seu melhor amigo ou seu pior inimigo? Qual seu vício, seus defeitos, enfim, fique íntimo do personagem. Faça um profile o mais completo possível dele antes de agir com ele na história. Desenvolva suas forças e suas fraquezas, seus relacionamentos, casa, quarto, roupa, enfim, quanto mais você souber sobre ele/ela, melhor. Só não exagere, senão você fica delirando em cima do profile e não toca adiante suas coisas. Prá evitar isso, estabeleça um limite para essa construção do profile.
  3. Escreva Sua História - Uma vez que você sabe qual é o personagem principal, onde ele vai, onde ele foi, sua casa, amigos e inimigos, o que ele gosta ou desgosta, etc, você tem que começar a escrever a bagaça, certo? É, mas sem essa de se preocupar com formatos de papel, layout de página, essas coisas. É cedo prá isso. Prá mim, o Zé Roberto, costumo trabalhar com o formato DOC no tamanho de 14cm por 21cm e com uma tabulação específica para a impressão de meus livros... Mas você não vai imprimir nada, pelo menos não por enquanto. Então, não pense nisso. Apenas escreva sua história, desembeste! Diga o que rola, quem faz as coisas acontecerem, ele sai ou ela volta, quais seus poderes, enfim, mete paui (ui!) no texto. Tenha todas as perguntas respondidas nessa primeira leva de texto.
  4. Faça O Primeiro Texto - Pensou que o texto anterior, essa maçaroca toda, é sua história? Estais enganada, santa! De posse de tudo isso, após essa "coordenação mental" de seu trabalho... É hora de criar o grande cenário, o grande panorama da história. Essa é a famosa primeira versão de seu texto. Nesse ponto você inicia uma relação com seu leitor, uma relação de sedução, deslocando o leitor de seu eixo convencional e vai levando-o emn direção ao teatro imaginário que se esconde atrás de suas palavras! Oh! Enfim, nessa parte você vai decidindo a quantidade de informação que vai jogar na cara do leitor. E já que estamos falando de roteiro, chegou a hora do...
  5. Layout do Storyboard - storyboard é a cara que terá o seu mangá. Storyboard é um painel que contém uma certa quantidade de informação textual que também carrega informação visual (a ilustração). Ou seja, mangá, comics, fumetti, etc, são uma mistura desses dois elementos, o desenho e a história. Lembre-se sempre, é história em quadrinhos e não desenho em quadrinhos. Mas não se preocupe com os desenhos nesta fase (a não ser que você desenhe também). Focalize sua atenção no texto.Quem diz o que prá quem? Que ação nas cenas você quer mostrar e incluir? Ou seja, você vai quebrar sua história em paineis de ação fragmentada.
  6. Publicar Onde? - essa é uma pergunta que o autor deveria fazer sempre. Publicar onde? Eu recomendo que você não faça fanzine. Não nos dias de hoje, com tanto recurso tecnológico rolando por aí. Mas se você quer fazer seu zine P&B ou um webcomic colorido e cheio de coisinhas, saiba que não deve seguir, em hipótese alguma, os moldes de diagramação e distribuição dos elementos de página tão comuns nos mangás. Porque o mangá tem pouca ou quase nenhum texto por página. No seu caso, você tem que ter muito, mas muito texto porque, como disse um amigo meu, você não pode se dar ao luxo de emula mangá. Então, seja inteligente e coloque mais texto do que desenho na sua história, sem esquecer que o desenho deve estar a serviço do texto. E não o contrário.
  7. Junte Tudo - Chegou a hora de colocar a história junto com o desenho. Se você for um ótimo desenhista, ou um marromenos, tente fazer você mesmo seus personagens. Tente traze-los à vida, lhes dando expressões especiais, diferentes e inusitadas. Saia do lugar comum dos maneirismos do mangá, aquelas carinhas bobas e tão manjadas. Faça expressões visuais especiais, típicas de seu trabalho. Se você seguir os moldes do mangás, será mais um sujeitinho comum. Portanto, busque na Vida os referenciais que te tornarão ainda mais único.
  8. Posso Publicar Agora? - Aí é que a porca torce o rabo. Primeira coisa a fazer é, depois de tudo pronto, esquecer os amigos, esquecer papai e mamãe e sair pela Internet mostrando seu trabalho. Quanto mais estranha for a pessoa, melhor. A turminha do fandom é deslumbrada e idiota, daí sempre vão te elogiar pois você será comparado com o artista querido deles. Os grupos de ilustradores de mangá só saberão ver sua técnica pois a maioria não sabe ler. Então, para quem mostrar a bagaça? Ora, para quelquer um que não esteja interessado em lhe bajular ou que usará seu trabalho para ver as coisas que gosta! A partir daí, se você tiver uma visão mais ampla e menos clichezada, sempre haverão os babacas de sempre mas seu trabalho poderá se destacar na multidão. Mas já que você quer publicar, será preciso fazer um amplo trabalho no texto e na construção dos personagens, acrescentando sua visão pessoal das coisas. Uma vez que você adquire segurança, poderá publicar por conta própria e iniciar a venda de suas publicações por conta própria. Mas esse assunto é vasto, depois eu volto nele e explico melhor.

Dicas:

  1. Normalmente, quem está iniciando na escrita prá depois desenhar, pode sofrer com a parte de criação de personagens. É normal. A solução é começar com uma fanfic. Os personagens estão prontos, tá tudo na mão. Mas eu disse começar e não ficar eternamente com eles. Pois, caso não saiba, a fanfic é uma espécie de pirataria, já que você está usando personagens que não lhe pertencem... E seu trabalho está perpetuando os personagens dos outros, quando sua energia deveria estar sendo aplicada nas suas coisas. Então, faça fanfics no estilo "o que aconteceria se...?" mas sem perder o foco das suas coisas, de seus objetivos. É só um aquecimento e não uma missão de vida que nem fazem uns e outros por aí.
  2. Veja seus animes e mangás favoritos e pense a respeito do porquê eles lhe agradarem tanto. Deixe de lado a estética diferente, as cores, a ação e centralize sua análise nos personagens, na ação. Veja o que tem neles que os fazem tão especiais e porque você se identifica com eles. Esse pequeno exercício de auto-análise pode lhe abrir um monte de portas...
  3. Todo mundo tem sua obra-prima, seu grande projeto, seu maior delírio criativo. Se você quiser trabalhar nele... Tudo bem. Mas não se apresse. Sintetize tudo, organize-se, dedique-se mas não se apresse... Mas também não faça corpo mole! Grandes idéias de repente pulam no seu colo, mas elas podem demorar um tempo para serem desenvolvidas. Portanto, dediques-se, concentre-se, organize-se e deixe tomar o tempo que for. Mas não tempo demais, como eu fiz com Elementais, que demorou mais de 30 anos prá ser escrito e passou por centenas de revisões, até que larguei mão de tudo e recomecei do mais básico. Comece, pois, mas não demore muito e nem demore demais.
  4. Faça. Apenas faça.
  5. MAS FAÇA DIREITO!

 

Seu Roteiro de Mangá - 2

Sempre que a gente abre um mangá ou mesmo assiste um anime, gostamos prá caramba do rosto, do design, das menininhas bonitas, dos caras fortões, o drama, a aventura, as cores em tons legais, enfim, o mangá e o anime conquistam porque carregam uma abordagem diferente de tudo que a gente conhecia.

O exemplo está na imagem aí de cima. São 8 menininhas bonitas que misturam bichos com humanos.Tem cores lindas, formas agradáveis, enfim, são desenhos bonitos de se ver.

Mas são só desenhos. Meras ilustrações perdidas num bilhão de outras. Não tem nada demais atrás deles. Qual seria a diferença?

A construção de suas personalidades.

Acho que essa é a coisa mais difícil de se idealizar num personagem pois não temos um treinamento criativo que nos estimule a trabalhar com a psique das nossas criações. Quase sempre, nesse processo criativo, temos por hábito buscar de outras fontes, quase sempre o universo pop das publicações, séries e filmes que assistimos (e gostamos) e colocar aquilo que achamos legal nas personagens. Quando não deveríamos pensar assim pois, primeiro, temos que conceber a personagem "por dentro" para, depois, aos poucos e por partes, acrescentar os elementos físicos e estéticos que as completam.

É quase que um vício mesmo. A gente gosta deste ou daquele personagem e acaba macaqueando sua personalidade, sem trabalhar corretamente a nossa visão. E é justamente ela que cria o diferencial pois uma vez que olhamos do nosso jeito para a personagem, é que ela cresce e se desenvolve.

Por isso é importante partir do principal elemento da criação, que é a concepção da personagem. Como ela pensa, como ela reagiria, como ela é para, depois, mostrar como ela aparenta ser.

Perceba que esse é um processo que se forma "de dentro para fora", da "alma" da personagem para sua estética. Na verdade, muitas vezes o desenho apenas complementa e finaliza a personagem. Não o contrário. O desenho apenas serve de roupagem para a idéia mas não pensamos nisso, já que somos convencionados a acreditar que o visual é mais importante que o estofo criativo. E é aí que cometemos nosso maior erro. Um erro comum, já que vivemos numa sociedade superficialista.

Só que agora você sabe o que deve pensar, então não tem desculpa prá errar. Por isso abri este tópico para valorizar a ficha do personagem, seu profile.

Obviamente que cada um escolhe a maneira por onde começar mas, no geral, e seguindo o que acredito ser mais funcional, eu opto pela ficha do personagem pois ela ajuda, e muito, a você não cometer erros criativos e fazer, por exemplo, uma personagem de índole pacífica que adora bichinhos virar uma louca furiosa que come carne crua.

A personagem é o que é, precisa ser simples mas sofisticada na exploração de suas "entranhas". E é terrível encontrar uma personagem mal desenvolvida. Mal desenhada vá lá mas que age de maneira incoerente? Tenha dó!

Tudo tem um limite. Se na sua linha de acontecimentos a sua personagem será de um jeito e agirá buscando objetivos mais profundos, mais profundamente você, autor, terá que conhece-la para não faze-la dizer bobagens ou cometer o maior dos crimes numa narrativa: perder o controle da personagem.

Por isso é importante você ter em mente uma linha de acontecimentos bastante programada, pois, assim, você poderá medir e controlar as reações da personagem. Impedindo-a de ser uma coisa e, depois, ser outra (a não ser que você saiba exatamente o que está fazendo).

Sacou? Linha de acontecimentos, criação e ficha de personagens.

Agora, vamos acrescentar mais algumas dicas:

1. Tenha um Horário de Trabalho - Escrever é um saco. Eu sei, porque escrevo. Sou que nem a falecida Clarice Linspector: detesto escrever, prefiro ficar viajando nos delírios. Mas não tem jeito, precisamos seguir prioridades. Pense assim: você consegue estabelecer um tempo de trabalho de 7 a 10 horas por semana? Se você tiver que se livrar de alguma coisa menos importante para poder escrever... Livre-se dela. A hora é agora, depois pode ser tarde demais. Se possível, crie metas e objetivos; quero escrever um livro de 150 páginas de texto. Preciso escrever tantas páginas por dia por tanto tempo para concluir essas 150 páginas. Trabalhe assim em abses regulares e horários contínuos. E não se esqueça de se recompensar após tudo concluído.

2. 150 Páginas? - Pois é, muitos aspirantes a roteiristas (se é que existe algum) acham que o número de páginas de texto precisa ser bastante. Daí desembestam a escrever e fazerm 300, 400 páginas. Pior é o desenhista, que nem um velho ilustrador maluco que conheci, que tem 3.000 páginas de HQs na gaveta e jamais publicará! Tudo besteira. Comece com algo em torno de 25 a 90 páginas que está ótimo. Ou se tiver texto adoidado, divida tudo em 1 ou 2 livros menores. Uma boa dica prá se saber a quantas andam o texto é separar as grandes ações por capítulos e, depois, fazer perguntas ao texto. Tente deixar tudo dentro do mesmo número de páginas pois essas perguntas poderão deixar o texto grande demais ou curto de menos. Daí você vai preenchendo (ou limpando) os capítulos com informações ou ações que faltam. E não se esquelça que seu texto, se seguir assim, estará obedecendo aos ditames da indústria literária! Assim, se o seu texto não virar mangá, pode virar livro! Eba!

3. A Paixão Te Guia! - Puta merda! O grande barato da gente escrever é, quando está mergulhado no trabalho, de repente a gente desembesta a escrever um puta texto legal e apaixonante. É a paixão que contamina o leitor mas nos mantém, como autores, produzindo textos ótimos. E que nos mantém motivados a ir e voltar ao texto, aprimorando-o, cortando o que tiver que cortar e acrescentando o que tiver que acrescentar. Mas lembre-se sempre que, mesmo apaixonado pela escrita, é um trabalho. Se você escreve e cria sem pensar que está trabalhando, você será mais um fanzineiro chulé que escreve prá si. A paixão é o diferencial de sentimento que vai no meio das palavras e que mostra se você é um bom autor, ou um sujeito que escreve para si mesmo.

4. Escolha O Que Lhe Interessa. - Isso é meio perigoso porque você precisa ter em mente que nem tudo o que tei interessa... Pode interessar aos outros. E vice-versa. (afinal, você pretende escrever pros outros e não prá si mesmo, certo?) Daí o que pega, o grande diferencial, é o seu olhar sobre a situação.

5. Pesquisa Sempre! - Se você se sente bem e feliz ao escrever sobre algo, certamente fará uma pesquisa séria sobre o assunto. Não adianta nada você inventar nomes sonoramente bacanas mas sem sentido, chutar arquitetura de qualquer jeito, fazer armas absurdas, criar mundos malucos e fazer roupas e vestimentas manjadas. Isso pode ser divertido prá você mas seu trabalho será insignfiicante e comum. Por exemplo, eu tenho uma personagem que é uma chinesinha. Eu pesquisei o nome dela e a chamei de Gui Ming. Mas eu perguntei a uma chinesa de verdade se o nome estava correto e ela recusou no ato. Pedi conselhos e ela, após conhecer minha personagem, chamou-a de Ka Lan (no original "cortadora de fios"). Atualmente estou pesquisando linguagem de aviação pois no Mil Nomes há uma parte em que os pilotos de um avião se comunicam à torre sobre o defeito da aeronave. Eu gostei tanto da chinesinha que estou pensando em fazer um livro só dela mas careço de informações sobre certas regiões da China e de algumas informações históricas. Certamente, ao conseguir isso, terei um texto mais cativante e um personagem mais coerente pro leitor.

5. Seu Público-Alvo - Antes de escrever, você terá que pensar para quem escreverá, certo? Tenha em mente um públiico-alvo e seu texto será melhor focado, mais corretamente direcionado e interessante. Se você tem dificuldades em visualizar seu público-leitor, faça um pequeno profile dele. Inclua idade, sexo, maiores interesses, no que ele costuma gastar dinheiro, do que gosta, enfim, o seu objetivo deve ser capturar o interesse desse grupo de leitores. Por exemplo, você já sabe que vai escrever um roteiro de mangá. Legal! Então sabe que seu leitor é o otaku ou o apreciador de coisas do Japão. Então veja de que maneira o seu texto vai beneficiar esse grupo de leitores, o que você poderá ACRESCENTAR para esse leitor. Qual sua grande DIFERENÇA para eles. Se é prá fazer mais do mesmo, esqueça. Porque ali do lado tem um japonês fazendo um baita mangá de sucesso e você nem de longe vai chegar aos pés dele. Portanto, você tem que oferecer a esse leitor alguma coisa que valha a pena ser lida e que o estimule a pagar pelo o que você oferece.

6. Planifique Os Capítulos - Use um sistema de nomenclatura para cada capítulo. Ou seja, organize-os de tal maneira que, pelo título de abertura, você possa se sentir confortável para preencher os espaços vazios da narrativa. Não faça grandes elocubrações rocambolescas (tô com fome!) e nem grandes delírios alucinados e embromantes que o leitor fica de saco cheio e desiste de ler. Seja simples mas sem ser simplista. Seja fácil mas não seja frívolo. E nunca deixe de querer saber a opinião de quem leu aquele capítulo. Isso se consegue com um... Blog! Jogue seus capítulos num blog e, pelos comentários, vá medindo a reação do pessoal. O leitor adora quando o autor lhe dá um feedback.

7. Dá Dinheiro Isso? - Não, não dá. De imediato, não. Porque você começou agora. Não dá prá faturar rios de dinheiro de imediato. Mas você já tem um bom começo, sabe onde dar o "start" na brincadeira. O ideal é você pensar em termos comerciais mesmo. Esqueça a bobajada de delírios de autor ou as fórmulas fracassadas dos super-heróis nacionais. Faça seu aquecimento se baseando num personagem de anime ou mangá obscuro mas que você sente que tem potencial de abordagem e exploração. Nos games antigos, o que não falta é personagem e mesmo mundos inteiros a serem explorados. Como eu lhe disse antes, prá aquecer, você pode fazer fanfics. Só que depois voce parte pro seu trabalho mais pessoal, fazendo versões sob nova ótica desses personagens. Quando seu texto estiver bem acabado, ele pode virar mangá... Mas, primeiro, faça-o virar livro. Porque mangá dá um trabalho dos diabos e paga ninharia... Quando paga! Por isso um livro tem chances muito maiores de ser publicado e sua carreira de escritor pode deslanchar bem mais depressa.

É isso aí!

O mundo espera pelo seu trabalho, cara! Agora, a bola está no seu pé! Vá jogar e marque os gols que você merece!

BK Top Movies - Magic Boy - Shonen Sarutobi Sasuke - 1959

 

Se tem uma coisa que estou delirando com este site, é que posso recuperar, de um jeito ou de outro, os filmes e animações que eu julgava perdidos, destruídos ou mesmo esquecidos. Mas eu já tinha perdido a esperança em encontrar uma cópia decente do Magic Boy que hoje lhe apresento.

Mas depois de revirar aqui e ali, batata! Encontrei um download direto do Magic Boy, apesar de estar em alemão, o que é bem melhor do que nada.

Enfim, Magic Boy, que até ano passado era exibido no Cartoon Network, foi uma das primeiras produções japonesas que conheci.

Usando de muitas fórmulas do Disney, como por exemplo colocar bichinhos como personagens secundários (isso continua até hoje), nesta animação magnífica conta-se a história de Sasuke, um menino bastante pobre que, após presenciar a morte de uma mamãe gazela (que deixou um filhote desamparado), descobre que a região está sob o domínio de uma bruxa perversa. Mas ao lutar com ela, percebe que está longe de poder enfrenta-la. passa três anos junto de um monge, visando aprender novas técnicas de luta e magia.

Infelismente, tanto esta versão em alemão quanto a versão em inglês (e que foi exibida no Brasil dublada) teve suas canções em japonês substituídas. Mas nem por isso o filme perde seu charme e carisma.

Foi a primeira animação japonesa colorida e ser exibida nos EUA e pode ser encontrado seu DVD por 1 dólar nos Wallmart gringos.

Olha, negada, eu não tenho palavras prá descrever o meu carinho por esta animação. Chato, não chato, emocionante ou previsível, não interessa. Quando passou pela primeira vez, nos anos 70, eu achei incrível a premissa de um menino sozinho enfrentar as dificuldades e se sobressair com estudo, dedicação e ensino. Não que eu fosse seguir tudo isso, muito pelo contrário! Eu era preguiçoso e medroso! Mas o personagem cativava pela sua determinação, bem como a bruxa maligna, apesar de horrorosa e beirando o pesadelo, tinha uma movimentação suave e sensual.

Outro detalhe importante era a trilha sonora minimalista japonesa, com flautas, surdos e efeitos sonoros esquisitos.

Os bichinhos eram um porre mas eu não tava nem aí, eu amei mais que tudo na vida este desenho e é com muita alegria que compartilho ele com você.

Em tempo: aos 43 minutos do filme, a bruxa faz uma dança para os bandidos. Creio que esta sequência foi a responsável pelo fritar de minha retina pois, até hoje, eu a assisto sem piscar.

O mal também pode ser belo.

IMDB

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Hakujaden - A Lenda da Serpente Branca - 1958

A melhor coisa é revirar os sites de animefans e pegar as coisas boas, deixando a tralha otaku prá lá. E, naturalmente, a molecada não tem senso crítico e nem valoriza esta que é a grande pérola da animação japonesa de todos os tempos. Então a gente valoriza!

A Lenda da Serpente Branca é um marco. Foi o primeiro anime colorido e de longa metragem, teve 40 animadores, dois diretores e apenas dois dubladores. Pedreira!

Produzido pela Toei, nesta animação (que não tem nada a ver com anime), conta-se as aventuras de três bichinhos: um panda, um deus dragão e uma serpente maligna. A história, estranhamente, é ambientada na China.

Claramente inspirada em técnicas estadunidenses, esta cópia chupinhada do DVD mostra que, infelizmente, não houve tanto cuidado com sua digitalização original, aparecendo alguns riscos e falhas da película original. E, de vez em quando, perde-se a sincronia da fala com os movimentos. Mas nem por isso perde-se a qualidade desta produção magnífica.

Não me recordo se foi exibido no Brasil ou não. Acho que sim, mas dane-se, aí está ele, com legendas em português embutidas.

Baixe e guarde que esse vale a pena!

IMDB

http://rapidshare.com/files/196517407/hakuja-den_a_lenda_da_serpente_branca_movie__1958_.part1.rar

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Sero hiki no Gôshu ou "Goshu, o Violoncelista" - 1982

Mais um delicioso curta de animação, ainda mais sendo um anime, que andava meio esquecido aqui no Japan Fury. Que coisa, né?

Produção do estúdio Ghibli, do badalado Miyazaki, não temos o tiozão na direção e nem no roteiro. Mas nem por isso deixa de ser uma produção ruim. Pelo contrário!

Nesta história, Goshu é um jovem violoncelista de uma orquestra do interior (algo impensável em termos de Brasil). Só que o maestro da orquestra acha que há alguma coisa errada com o menino pois, às vésperas de tocarem a Nona Sinfonia de Beethoven, o menino simplesmente não está tocando bem. Ele não está demonstrando "sentimento" e errando muito.

Mandado de volta para sua solitária casa para treinar mais, a medida que se passam 4 dias, o menino recebe a visita de alguns animais que lhe ensinam o valor da música. Que nós não entendemos muito bem qual é que é, até o final do filme.

Não encontrei um torrent funcional deste filme, e nem legendas em português. Então vai legendado em inglês mesmo, mas nada que seja um absurdo, não.

Acesse o IMDB clicando AQUI!

Baixe os arquivos aqui:

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Para juntar os arquivos você precisa do programa HJ-Split.

 

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